Orçamento Pessoal: O que é? Por que ele é tão importante?

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Quando falamos de Finanças Pessoais, nenhuma ferramenta é considerada como mais básica do que o Orçamento Financeiro Pessoal.

Ele é uma ferramenta essencial para o planejamento e controle financeiro pessoal e a partir do momento em que você dominar esta ferramenta, e tornar o processo de planejar para onde seu dinheiro vai um hábito, você começará a ver verdadeiras transformações na sua relação com o dinheiro e na sua evolução em direção à Independência Financeira.

 

O que é um Orçamento Financeiro Pessoal?

Um Orçamento é nada mais nada menos que um plano de gastos, uma ferramenta utilizada para planejar a alocação dos seus rendimentos (salário, lucros, dividendos, etc.) de forma que eles cubram seus gastos ou que sejam poupados.

Ao realizar seu orçamento, você “ordena” ao seu dinheiro para onde ele deve ir, em vez de ficar imaginando para onde ele foi.

 

Por que eu preciso de um Orçamento?

Existem muitos argumentos que podem te convencer do quanto é essencial e vantajoso ter como hábito o planejamento e controle dos seus gastos, entre eles:

  • Você passará a identificar se está gastando mais do que o necessários com coisas supérfluas;
  • Você conseguirá identificar oportunidades de corte de gastos;
  • Ao saber o quanto gastará no próximo mês, você se preocupará menos se a sua renda será ou não o suficiente;
  • Você não mais terá aquela péssima sensação de não saber para onde seu dinheiro está indo;
  • Ao planejar o quanto da sua renda você destinará aos seus investimentos, maiores as chances de que você poupará o suficiente.

O que todas estes argumento possuem em comum é o fato de que ao ter um orçamento você dá um primeiro passo em direção à plena consciência, e consequentemente controle, sobre a sua vida financeira.

Navegar pela sua vida financeira sem um orçamento, é como velejar ao prazer do vento, sem saber onde seu barco atracará. Ao ter um orçamento, você passa a utilizar o vento ao seu favor para alcançar seus objetivos.


Como fazer um Orçamento em 5 etapas

1. Identifique sua renda

O primeiro passo para planejar seu orçamento é saber exatamente qual é a sua renda.

Se você tem como renda apenas o seu salário, isso é relativamente fácil, é só saber o quanto em média você recebe mensalmente. Caso você possua várias fonte de renda, é essencial que você faça um registro do quanto ganha dessas fontes para poder se planejar de forma realista.

Um ponto importante neste primeiro passo é que você sempre considere a sua renda líquida, ou seja, a renda que você efetivamente terá disponível para gastar ou poupar após o pagamento de impostos, taxas, etc.

 

2. Defina as categorias do seu orçamento

As categorias do seu orçamento vão definir quais as possibilidades que existirão quando você for planejar ou registrar seus gastos e podem variar de pessoa para pessoa.

Como recomendação geral estabeleça suas categorias em três principais blocos, isso te ajudará melhor a entender seu perfil de gastos no mês a mês e a refletir com mais qualidade sobre eles:

 Necessidades – O que eu preciso?

Neste bloco você colocará tudo aquilo com o qual você precisa gastar para manter seu padrão mínimo de vida.

Fazem parte deste primeiro bloco as categorias Moradia, Alimentação, Plano Médico, Transporte, entre outros, ou seja, todos os gastos que você necessariamente precisa ter mensalmente para viver. Neste primeiro bloco entram os gastos mais fixos.

Desejos – o que eu quero?

Nesta segundo bloco entram todos os gastos que você faz e que não seriam necessários para sua sobrevivência.

Entre os exemplos de categorias neste bloco encontram-se os gastos com Presentes, Comer fora de casa, Viagens, entre outros, ou seja, todos os gastos que trazem incrementos ao seu padrão de vida. Neste segundo bloco entram os gastos mais variáveis.

Poupança – O que eu deixo para o futuro?

Enquanto os dois primeiros blocos são destinados para gastos no presente, no terceiro bloco você colocará a parte da sua renda que você destinará para o futuro. É a renda que você deixará de gastar no presente para que seja destinada ao seu Eu futuro em um determinado objetivo de médio e longo prazo que você tenha, a Independência Financeira, por exemplo.

3. Defina o quanto da sua renda será destinada para cada bloco

Após saber quais são as possibilidades existentes para alocar sua renda, as categorias do item anterior, você fará um exercício do quanto, no máximo, você destinará da sua renda para cada categoria. Existem muitas formas de se fazer isso, mas eu particularmente gosto do  método 50-30-20 :

  • 50% da sua renda, no máximo, será destinada para gastos com os itens considerados como Necessidades;
  • 30% da sua renda, no máximo, será destinada com itens considerados como Desejos;
  • 20% da sua renda, no mínimo, será poupada e assim destinada para seus objetivos financeiros de médio e longo prazo.
4. Registre todos os seus gastos

Nos itens anteriores você definiu sua renda e fez um plano para os seus gastos, agora é a hora de registrar todos os seus gastos identificando em qual categoria definida acima eles se encaixam. Por exemplo, se eu paguei esse mês R$ 700 de aluguel, eu vou registrar, em uma planilha, papel ou aplicativo, esta despesa e classificarei ele na categoria “Moradia”.
Você tem que repetir este processo para cada gasto que fizer no mês. No começo registrar tudo pode parecer uma tarefa difícil, mas com um pouco de prática e com as ferramentas corretas, isso se tornará quase automático.

 

5. Monitore e Revise seu Orçamento

Ao final do mês abra seu orçamento, que agora terá tanto uma visão do que você planejou gastar e o que você efetivamente gastou em cada categoria e bloco (Necessidades, Desejos e Poupança) e comece a analisar criticamente sua trajetória financeira no mês que passou. Algumas perguntas que você pode e precisa fazer são:

  • Minha renda do mês foi suficiente para que eu cobrisse todos os meus gastos?
  • Meus gastos foram de acordo com o que eu planejei para eles? Gastei mais do que deveria com algo?
  • Tenho oportunidade de cortar gastos em algum lugar?
  • Estou investindo o suficiente em meus objetivos?

Ao refletir sobre os seus gastos você saberá que ações tomar para melhorar a qualidade dos seus gastos. Corte onde dê para cortar e tente ao máximo gastar com o que realmente é essencial e traga valor a sua vida. E não se esqueça de verificar se a proporção dos seus gastos está aderente à regra 50-30-20.

Pontos essenciais para um Orçamento Financeiro Pessoal bem sucedido

Ter um orçamento pode parecer uma tarefa difícil no começo, mas com o tempo ela se tornará cada vez mais fácil. É importante que você faça desta prática um hábito e revisite seu orçamento pelo menos uma vez ao mês e idealmente semanalmente. Algumas ferramentas como o MinhasEconomias, Organizze, GuiaBolso, entre outros, podem facilitar em muito a criação deste hábito ao facilitarem principalmente a parte de controle e categorização de gastos.

Eu pessoalmente, utilizo o YNAB (You Need a Budget) que possui uma lógica muito interessante para a realização do orçamento. Sua utilização pelo público brasileiro é um pouco complicada por não ter versão em Português, mas para quem tem facilidade com o Inglês, vale muito a pena (Farei um posto explicando seu funcionamento futuramente).

Independentemente do método e ferramenta que você utilizará ter uma prática consistente de orçamento com certeza trará benefícios a sua vida financeira, e pode ser um dos grandes aliados na sua busca à Independência Financeira.

Até a próxima financionautas!

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